O que acontece quando cinco brasileiros se juntam? Festa! Nada melhor do que uma festa junina nessa época do ano, fizemos nosso “arraiá” no dia 11 de julho no apartamento do Oswaldo, e sem as facilidades de ter tudo o que se precisa para uma festa pronto nas papelarias do Brasil, eu e Patrícia cortamos bandeirinha, customizamos uns bonequinhos que achamos por aqui e improvisamos na comida típica.

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No cardápio teve feijão amigo, fricassê de frango (que, embora tenha nome francês, nada mais é do que frango com creme de milho), cachorro quente brasileiro e de sobremesa brigadeiro, bicho de pé, beijinho, cajuzinho e bolo de banana.

Um fato curioso é: para fazer o feijão amigo, como a venda de carne de porco é proibida, usei linguiça de peito de peru defumada, parece estranho, mas ficou bom e foi um sucesso entre a gringada presente.

E como festa junina sem quadrilha não é festa junina Thiago, meu marido, foi o narrador de um “anarriê” em inglês… Não preciso dizer que isso foi motivo para muitas risadas.

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Não há nada do que a diversidade cultural! Além da quadrilha, dançamos dança do ventre, dança grega, dança do Kuwait e a dança do sapo sueca que, na minha opinião, foi o ponto alto da noite.

Dias como esses diminuem a nossa saudade do Brasil porque podemos dividir com outras pessoas o que nós temos de bom.

Thaís já foi atriz de teatro amador, bailarina torta, advogada e professora universitária. Mora no Qatar e desde que chegou a Doha, depois de 18 horas de viagem, se descobriu desbravadora. Como uma boa capricorniana não se acostumou bem à mudança, entretanto isso não foi obstáculo para que abrisse seu coração para viver uma nova aventura diferente de tudo que já viveu antes. Aos poucos Doha ganhou seu coração a ponto de sentir o desejo pulsante de dividir com o mundo o que este lugar tem a oferecer.

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