Depois de quase um ano vivendo aqui nas arábias estou de malas prontas para o Brasil. E dentro da mala mais que roupas e lembrancinhas para meus queridos, estou levando toda a saudade que guardei até agora.

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Parte do que está indo nas nossas malas =)

Voarei de Emirates o que para mim, que vou para o Rio de Janeiro, é bem melhor. Faremos uma escala de 2h em Dubai e então partiremos para as 14h de voo até o Brasil. Quando eu vim, também usei a Emirates e adorei. Os aviões são confortáveis, a comida é gostosa e tem bastante variedade de entretenimento e isso mesmo na classe econômica!

Mais do que o voo, estou ansiosa pela chegada. Rever minha família, amigos, igreja, meus lugares preferidos, comer goiabada, presunto, pão de queijo, churrasco, pudim de leite, trakinas de morango, açaí… vou voltar obesa para Doha!

Dos passeios que não abro mão estão: andar de bicicleta no aterro, ver o por do sol no arpoador, ir às praias da região dos lagos e passar um dia na cachoeira. E o melhor,  vou comemorar um ano de casada lá!

Nem acredito que já faz um ano!
Nem acredito que já faz um ano!

Aos que me perguntam quando volto de vez para o Brasil respondo: não sei. E não sei pelo simples fato de que não sei se quero voltar logo. Eu gosto da vida que levo aqui, e, embora eu tenha deixado muitas coisas importantes eu também conquistei tantas outras.

E as conquistas não tem nada a ver com dinheiro, tem a ver com a experiência de vida, ser inserida em outra cultura com valores totalmente diversos, e num lugar com tantos expatriados, aprender a ser tolerante e ver com outros olhos pessoas que talvez eu pudesse carregar algum preconceito, conhecer gente do mundo todo e saber de coisas que nunca saberia se não tivesse tido a coragem de colocar minha vida numa mala e vir para cá.

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Claro que nem tudo são flores quando falamos de viver no exterior. Sinto muita falta da música, dos artistas de rua, do cheiro do mar, da natureza, pão francês fresquinho, de andar por aí de shorts, de ser advogada, de ter todas as palavras do mundo para reclamar, e muito mais de encontrar meus amigos no barzinho, falar de qualquer coisa, de não ver as pessoas que eu amo só pela tela do computador.

Eu que nunca pensei em sair do país hoje acho que todos deveriam ter a oportunidade de sair da sua bolha, desbravar o mundo! E, como disse o poeta, o mundo é grande demais para nascer e morrer no mesmo lugar.

No fim, o bom mesmo é saber que temos para onde voltar se tudo der errado. Temos nossa família  que é o alicerce de tudo, temos os amigos que fazem questão de demonstrar o quanto fazemos falta e temos os braços abertos da nossa pátria amada Brasil.

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Thaís já foi atriz de teatro amador, bailarina torta, advogada e professora universitária. Mora no Qatar e desde que chegou a Doha, depois de 18 horas de viagem, se descobriu desbravadora. Como uma boa capricorniana não se acostumou bem à mudança, entretanto isso não foi obstáculo para que abrisse seu coração para viver uma nova aventura diferente de tudo que já viveu antes. Aos poucos Doha ganhou seu coração a ponto de sentir o desejo pulsante de dividir com o mundo o que este lugar tem a oferecer.

4 comments on “Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto eu tô voltando!”

    • Jássica infelizmene não tem como levar encomenda! Mas posso te dar um pacotinho da caixa de hello panda que estou levando pro povo conhecer. Beijo grande!

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