No último feriado que tivemos em outubro o Ei Al Adha eu aproveitei o fato de que estamos na região e fui visitar o misterioso Sultanato de Omã que fica a 1 h de voo aqui de Doha.

Eu e meu marido passados dois dias em Mascate, capital do país, e, depois fomos para um dos destinos turísticos mais cobiçados do Oriente Médio a cidade de Salalah onde passamos cinco dias.

Em Mascate optamos por um hotel estilo business (Rotana Hotel Muscat) que não foi a melhor hospedagem do mundo mas também não foi a pior. O quarto era confortável e o fato de ter uma piscina, mesmo que no subsolo, depois de andar embaixo de temperaturas de mais de 40º foi reconfortante.

Eu demorei a entender que tem Mascate Estado e Mascate cidade tipo Rio de Janeiro – RJ. E o nosso hotel ficou um pouco distante das atrações turísticas. A verdade é que quase não existem informações, mesmo em inglês, sobre esse lugar o que dificultou bastante o meu plano de explorar a região.

Dicas valiosas : alugue um carro, tenha um guia local.

Eu estranhei quando algumas pessoas experientes em viagens me diziam que contrataram um guia para andar por Mascate. Quando eu cheguei lá e percebi que as atrações turísticas fecham sexta e sábado (final de semana) e durante a semana só funcionam até a uma da tarde, o Google Maps e o Waze não existem(você leu certo não existem!) e poucas pessoas falam inglês, eu me arrependi amargamente de não ter contratado um guia.

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Com o tempo que tínhamos lá não conseguimos fazer os passeios pelos Wadis, que são trilhas que ficam um pouco fora de Mascate e te levam a lugares incríveis de lindo. Conheci só a cidade mesmo e foi maravilhoso!

Diferente do Qatar e de Dubai, Omã tem um ecossistema bem variado, tem deserto, mas tem cadeia de montanhas, tem verde e tem uma história muita antiga que remonta dos tempos das grandes navegações. Mascate era um ponto de comércio e também a última parada dos portugueses antes de chegar as índias.

Do Corniche (Mutrah Corniche) de lá dá para ver o Forte de São João construído pelos portugueses em 1587. Esse forte está passando por reformas e, portanto, não está aberto a visitação.

Ainda caminhando pelo Corniche vimos o Souq de lá, bem mais raiz que o daqui de Doha, fervilhando de gente vendendo e comprando todo tipo de coisa desde roupas típicas, temperos, joias e bugigangas de todas as espécies.

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Mas pra frente encontramos um forte abandonado e escalamos o mais alto de conseguimos, chegamos a porta e a vista é de tirar o fôlego. As montanhas marrons douradas pelo sol do fim da tarde dançam na nossa frente, simplesmente mágico.

Amante dos doces como sou apelidei, então, a cidade de montanhas de chocolate!

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Terminamos a nossa tarde com uma gostosa caminhada no Riyam Park que tem uma escultura de um queimador de incenso. Para quem não sabe o incenso é símbolo de Omã que é conhecido por produzir os mais cheirosos da região.

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No nosso segundo dia fomos pela manhã na Sultan Qaboo Grand Mosque que é uma das maiores mesquitas do mundo. Mesmo morando há quase dois anos na região eu confesso que nunca tinha entrado numa mesquita.

Essa é bem bonita e construída para ser também uma atração turística é preparada para esse fim. Fica aberta para visitação apenas pelas manhãs e se faz necessário o uso de roupas que cubram totalmente os braços, pernas e colos e um véu para cobrir a cabeça.

Eu fui toda alegrinha usando camisa de manga ¾ e tive que comprar uma abaya para poder visitar, ainda bem que tinha rosa choque que combina mais com meu tom de pele hahaha

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Depois partimos para o centro onde estão localizados quase todos os museus da cidade. Infelizmente eu só consegui visitar o Bait Al Zubair porque os outros já estavam fechados ou não abriam durante o final de semana.

Esse Bait Al Zubair é dividido em várias seções como peças de arte de artistas locais, representações de antigas casas omanis, sessão que explica a roupa típica de cada região do país, vale a visita.

Outros museus que eu não consegui ver por dentro mas pareceram interessantes: Sultan Armed Forces Museum, Gate Museum, Omani French Museum e o Natural History Museum.

Fomos fazer uma visita ao Sultão de Omã em seu palácio Azul e amarelo que não é aberto a visitação mas é bem legal de se ver mesmo de fora. Dizem que o Sultão manda trazer todas as semanas tulipas da Holanda para enfeitar seu palácio, chique ele né?!

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Chateados porém não abatidos continuamos desbravando Mascate sem GPS e sem guia dirigimos sem rumo até encontrar algo que achássemos que valia a pena estacionar. Subimos e descemos montanhas, vimos o mar, achamos o clube náutico e, por fim, encontramos uma antiga torre de vigia, essa estava aberta e com os canhões e tudo dentro. Foi o ponto alto do nosso dia.

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Resumo da opera: amei Mascate. A cidade é linda, as pessoas são bem humoradas e eu voltaria para lá para conhecer o que não tive tempo ou estava fechado.

Os dois dias foram cansativos mas o passeio valeu muito a pena. De fato me senti desbravadora! Continuem acompanhando as cenas do próximo capítulo: Thaís desbravando Salalah

Thaís já foi atriz de teatro amador, bailarina torta, advogada e professora universitária. Mora no Qatar e desde que chegou a Doha, depois de 18 horas de viagem, se descobriu desbravadora. Como uma boa capricorniana não se acostumou bem à mudança, entretanto isso não foi obstáculo para que abrisse seu coração para viver uma nova aventura diferente de tudo que já viveu antes. Aos poucos Doha ganhou seu coração a ponto de sentir o desejo pulsante de dividir com o mundo o que este lugar tem a oferecer.

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