Hoje, pela primeira vez na história do DesbravaDoha, um post que não foi escrito por mim. A ideia de convidar o Luis para contar um pouco sobre como é viver por aqui, surgiu de quando comecei a acompanhar um post polêmico dele sobre a naturalização de esportistas, prática muito comum aqui no Qatar e, que estava em voga devido ao Campeonato Mundial de Handebol Masculino.

Eu, que adoro uma polêmica, não podia deixar de conhecer de perto o autor do texto! Marcamos um almoço, rimos muito, dividimos experiências e, ainda bem, ele aceitou meu convite! Espero que essa parceria continue e que o Luis possa me ajudar nessa jornada de contar as aventuras dos brasileiros por terras árabes.

Com vocês … Luis Henrique Rolim!

Quando eu recebi o convite da Thais-DesbravaDoha para contar um pouco da minha trajetória por aqui, logo fiquei entusiasmado. Não é de hoje que acompanho o blog e de como ele vem ajudando aos brasileiros que querem desbravar Doha e se adaptarem a vida no deserto. Obrigado pelo convite e sucesso!

A vinda para o Catar-o-quê?

Talvez hoje se você falar que está indo para o Catar, principalmente na área do esporte, os seus amigos e familiares poderão ter uma ideia de onde fica o pais. Mas se atualmente as pessoas tem essa noção geográfica do lugar, a até bem pouco tempo atrás não era assim.

Em 2009 eu fui convidado para integrar a equipe que planejaria e desenvolveria um museu internacional do esporte com 9000m2 (!) no Catar. Obviamente, foi uma grande surpresa quando um professor da universidade, onde voluntariamente eu atuava como pesquisador, me chamou numa sala e disse: “você vai receber uma proposta de trabalho no Catar. “Onde? Catar-o-quê?”, foi a minha reação.

Projeto do futuro Museu do Esporte
Projeto do futuro Museu do Esporte

Mas enfim, depois de muito conversar com amigos e familiares, pesquisar na internet (não havia DesbravaDoha naquele tempo) e, receber a proposta oficial, aterrizei em Doha de mala e cuia – gaúchamente explicando.

A adaptação e o trabalho

“Quando se tem um objetivo em mente e um bom planejamento, os desafios encontrados na caminhada ficam mais fáceis de ultrapassar”. Sim, esse mantra profissional também serve para a vida pessoal. E foi com essa mentalidade que aos poucos fui me adaptando aos costumes da região e a nova vida.

Contudo, não foi fácil. O meu espírito empreendedor e desbravador conflitava com a saudade de amigos e familiares. Entre momentos de euforia com a oportunidade de desenvolver conteúdo esportivo diferenciado para um projeto único em termos mundiais, estavam os momentos de solidão em um apartamento vazio.

Trabalhando durante o Campeonato Mundial de Clubes de Voleibol em 2009
Trabalhando durante o Campeonato Mundial de Clubes de Voleibol em 2009

“Foco no objetivo” era a palavra que mais ouvia e a que mais pratico até hoje. E assim já se vão quase seis anos, algumas dezenas de projetos esportivos e culturais reconhecidos internacionalmente, e mais de uma centena de entrevistas com atletas, jogadores, profissionais do esporte que o mundo inteiro assiste diariamente.

Situação atual e futuro

Escrever sobre história do esporte, produzir videos e entrevistas, traçar metas para o desenvolvimento do museu e liderar pessoas para atingir os objetivos propostos – tudo isso em um ambiente multicultural – fazem parte do meu dia-a-dia profissional.

Com Fabiana Murer durante a conquista do ouro no Mundial de Atletismo Indoor em 2010
Com Fabiana Murer durante a conquista do ouro no Mundial de Atletismo Indoor em 2010

O Museu Olímpico e do Esporte do Catar irá se tornar uma realidade nos próximos anos. Porém hoje, já posso dizer que me sinto realizado por todas as experiências que passei trabalhando por aqui. A oportunidade de conhecer pessoas (do mundo inteiro) e passar por experiências inimagináveis, é o diferencial de se morar em Doha, Catar. 

Entrevistando o australiano e campeão Olímpico Ian Thorpe
Entrevistando o australiano e campeão Olímpico Ian Thorpe

Última palavra

Se você é da área do esporte e cogita o Catar na sua rota, venha! O desenvolvimento do esporte é um dos carros-chefe do país – e a comunidade esportiva do país é muito receptiva ao talento brasileiro.

Jogando futebol (número 12) pela empresa no campeonato local
Jogando futebol (número 12) pela empresa no campeonato local

Você pode seguir o trabalho do Luis Henrique Rolim no LinkedIn (https://qa.linkedin.com/in/luishrolim/pt),

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Twitter (https://twitter.com/luishrolim

Thaís já foi atriz de teatro amador, bailarina torta, advogada e professora universitária. Mora no Qatar e desde que chegou a Doha, depois de 18 horas de viagem, se descobriu desbravadora. Como uma boa capricorniana não se acostumou bem à mudança, entretanto isso não foi obstáculo para que abrisse seu coração para viver uma nova aventura diferente de tudo que já viveu antes. Aos poucos Doha ganhou seu coração a ponto de sentir o desejo pulsante de dividir com o mundo o que este lugar tem a oferecer.

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