O Catar foi palco do mundial de handball de 2015, quer entrar de acionista na Fórmula 1 e vai sediar a Copa do Mundo de 2022. Com tantos eventos esportivos grandes ligados ao país, não dava pro DesbravaDoha ficar de fora do assunto.

Por afinidade ou pela saudade do Maracanã, o primeiro post só poderia ser sobre futebol. Ainda mais depois de assistir ao campeonato local, a Qatar Stars League. A partida era entre Al Khor e Umm Salal. E vale contar a experiência.

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Al Khor é o time da cidade de mesmo nome, que fica a cerca de 50 quilômetros de Doha. A estrada é uma enorme reta asfaltada que cruza o deserto, uma paisagem interessante até você perceber que não vai mudar nunca. Mas a distância é curta, e quando você menos espera já chegou ao estádio.

O clube tem uma estrutura de causar inveja a muito time grande do Brasil. Fácil acesso a todas as área, lounge com TV grande pros árabes passarem o tempo secando os outros clubes da liga, quadra poliesportiva oficial, área com equipamentos de alguns esportes olímpicos (que vontade de jogar pingue-pongue tênis de mesa!) e, é claro, um campo oficial muito bem cuidado, com placar eletrônico e toda a infra pros jogadores fazerem o que sabem.

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Mas isso aí já é outra história. Quem sabe mesmo são os brasileiros. O time do Al Khor tem três: Julio Cesar, Madson e Marco Antônio. O Umm Salal tem o Wellington Souza. E todos são os melhores das suas equipes.

Da área VIP – sim, VIPs, com direito a suco em taça e doce árabe passando durante o jogo – vimos nossos compatriotas fazendo o que podiam e o calor permitia. Troca de passes, piques, chutes, gol anulado (por motivos óbvios, não xinguei o juiz). A torcida era toda pro time da casa, mas tem visitante que não sabe se comportar: o jogo terminou com vitória do Umm Salal por dois a zero.

Melani, Thaís e Manô na arquibancada VIP na torcida pelo Khor =)
Melani, Thaís e Manô na arquibancada VIP na torcida pelo Khor =)

Bom, o importante é que esse blog deu o pontapé inicial pra falar de esporte. Segue o jogo, agora com quatro novos torcedores nas arquibancadas. Se não por amor aos times, pelo menos pra incentivar os brasileiros e fazer do Catar nossa segunda pátria de chuteiras.

Texto por Alexandre Bonfim

Thaís já foi atriz de teatro amador, bailarina torta, advogada e professora universitária. Mora no Qatar e desde que chegou a Doha, depois de 18 horas de viagem, se descobriu desbravadora. Como uma boa capricorniana não se acostumou bem à mudança, entretanto isso não foi obstáculo para que abrisse seu coração para viver uma nova aventura diferente de tudo que já viveu antes. Aos poucos Doha ganhou seu coração a ponto de sentir o desejo pulsante de dividir com o mundo o que este lugar tem a oferecer.

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