O DesbravaDoha nasceu com a responsabilidade de trazer informações interessantes, necessárias e úteis para quem vem de visita ou vem de vez para o Qatar. E falando em nascimento, reuni todas as informações que angariei, seja na internet ou em conversas informais com quem vive aqui há mais tempo, sobre gestação e parto.

Com a estabilidade financeira que se adquire aqui no Qatar, muita gente escolhe o país como o lugar perfeito para se ter filhos. Sem falar na baixa taxa de criminalidade e nas inúmeras oportunidades que uma criança pode ter crescendo e estudando em escolas internacionais. A primeira delas é, desde muito pequenas, saberem usar naturalmente o português e o inglês.

gravida

Deixo claro que no Qatar é ilegal mulheres solteiras ficarem grávidas, as penas são cadeia, deportação e em alguns casos (para muçulmanas) punição física como chibatadas. Portanto se você é solteira tome muito cuidado e nada de produção independente.

Todos os principais hospitais, privados e públicos, em Doha possuem maternidade. Os cuidados em hospitais do governo são praticamente gratuitos (se paga apenas uma taxa simbólica) e, por conta disso, estão sempre cheios e podem ser menos convenientes do que as opções privadas.

A principal maternidade do governo é o Hospital da Mulher Hamad em Doha, que abriga a maior e principal ala do país para bebês prematuros.

Tendo em vista a proibição de gravidez fora do casamento, os hospitais, públicos e privados, vão exigir para o pré-natal e parto a comprovação de que você é casada.

Nos hospitais públicos não é permitido aos maridos acompanhar as suas esposas nas consultas de pré-natal ou estarem presentes durante o parto, ao passo que a maioria das instalações privadas permitem aos maridos estarem presentes.

Como estou casada há 1 ano e dois meses já começaram a me pressionar para ter neném e aos apressados respondo: calma gente! Nada de bebê pra mim por enquanto!

Mas, como boa capricorniana que sou, já estou pesquisando sobre o assunto. Depois de muito ler, resolvi que o dia (no FUTURO) em que for ter um filho quero um nascimento humanizado em parto domiciliar assistido e sem intervenções. Essa é uma escolha pessoal e sem julgamentos para aqueles que optaram e optarão por formas e abordagens diferentes das que eu escolhi.

Claro que como é algo para o futuro, pode ser que eu mude de ideia, sempre existe essa possibilidade. Até porque não sei onde estarei morando o dia em que ficar grávida. No Qatar, por exemplo, é ilegal o parto domiciliar o que faz sentido se pensarmos que são os hospitais que fazem o controle da documentação de casamento.

Como sou adepta da ideia do parto humanizado fui pesquisar se existia o serviço de doula por aqui. E para minha surpresa acabei encontrando uma doula brasileira! Denise Pereira Zanardi, brasileira de porto alegre, vive em Doha há 3 anos e, embora tenha se graduado como designer exerce desde 2011 a função de doula. Ela me contou que começou a se interessar pela profissão depois de ter lido sobre humanização do parto e ainda de ter feito um curso de massagem nos Estados Unidos e se especializado em massagens para grávidas. Quem quiser receber material e dicas sobre gestação e parto pode acessar a página do facebook Doula in Doha que pertence a mesma.

Denise e uma de suas mamães que tinha acabado de dar a luz
Denise e uma de suas mamães que tinha acabado de dar a luz

Pedi a ela que deixasse algumas dicas para as futuras mamães que escolheram ter seus bebês no Qatar como nome de médicos e o hospital que ela, pessoalmente, gosta mais.

“Em geral recomendaria fazer o pré-natal com a Dr. Naima Ouahrani (ela marca horário é também é ótima pra ginecologia e nas últimas semanas transferir pra Dr. Maha Yenia Mahmoud no Doha Clinic.  O problema de fazer o pré-natal completo com a Dr. Maha é a falta de marcação de horário, o atendimento é por ordem de chegada. Para parir indico definitivamente o Doha Clinic se tiver seguro ou quiser pagar. Evitar o Al Ahli. Digo isso por acreditar que o Doha Clinic é mais intimista, se essa for a palavra certa.. e o prédio é mais feio e mais velho, menos luxuoso, porém chegando no Doha Clinic é só dar teu telefone que as próprias enfermeiras da sala de parto te trazem os papéis de entrada pra assinar. Além de ter chuveiro e bola nas salas de parto e eles fazem menos intervenções. Depois do parto te levam pro teu quarto direto. Já Al Ahli é maior e mais bonito, mas daí são mais ocupados e apurados No Al Ahli teu marido tem que ir na emergência e no balcão de entrada, e as enfermeiras não colocam o monitor ou fazem nada até terem as etiquetas adesivas em mãos. E depois do parto ficas na sala de observação até terem um quarto disponível. Acho que tem mais “privacidade” no Doha Clinic. E se não tiver seguro e não tiver como ou não quiser pagar por um particular, o Hospital Cubano é a melhor escolha, dê preferência para as médicas mulheres de lá. Fora os médicos e clínicas as futuras mamães devem se preparar antes do parto… exercícios… tanto físico como pra auto conhecimento da vagina (principalmente para o primeiro parto) E também com informação, vídeos e cursos, tanto pra mãe quanto pro marido. Um marido bem preparado mantém a calma… ajuda… Vá para o hospital quando as contrações estiverem 4-5 minutos uma da outra (inicio-inicio), não se preocupar muito com trânsito e distância, antes de ir fique em posições inclinadas para frente ou de joelhos . Se for um parto extremamente rápido basta ligar 999 (se der de telefone fixo ainda melhor). Não se esqueçam de se prepararem para amamentação, porque nem sempre é fácil. Eu tenho copias de vídeos, livros e tal, Só que é tudo em inglês com exceção do Renascimento do Parto, sempre passo pra quem quiser!”

Gestação e parto é um assunto que tem surgido bastante nas rodas de conversa que frequento, eu fico feliz de ouvir a experiência das pessoas já que é um dos momentos mais felizes da vida de alguém.

Acredito que viver é o melhor jeito de aprender e o segundo melhor é ouvir as histórias de quem já viveu. Pedi na comunidade de brasileiros voluntárias que pudessem narrar suas experiências de gravidez e parto, e foi de lá que surgiram os relatos a seguir. Agradeço a todas que participaram por terem dividido um pouquinho comigo e com meus desbravadores!

Ana Cláudia Bastian Machado 

“Meu nome é Ana Cláudia e tenho três filhos. Ulisses, nove anos, nascido em Curitiba-PR-Brasil em 2005. Ehab, dois anos e oito meses, nascido em Doha em 2012 e Tareq, quarenta dias, nascido em Doha em dezembro passado. Meu primeiro parto, no Brasil, em 2005, foi cesariana eletiva, indicada pelo médico. Quando vim morar em Doha em fevereiro de 2011, comecei a apresentar hipertensão arterial, e com a gravidez após o segundo mês, quando tive um sangramento, a pressão elevou bastante. Comecei meu acompanhamento gestacional do centro de saúde Omar Bin Alkhatab Health Center. Por conta da pressão alta e da cesárea prévia eles me encaminharam para o Women’s Hospital. No hospital o atendimento não é sempre com o mesmo médico, mas com alguém da equipe que ficou responsável por aquele paciente. Geralmente são 4 ou 5 médicos diferentes, e dependendo da situação da gestante, se apresenta riscos de diabetes, hipertensão ou alguma outra situação, há encaminhamento para equipes diferentes, que contam com especialistas. Existe acompanhamento com nutricionista quando há sobrepeso ou ganho acentuado de peso e ou risco de diabetes. No pré-natal não permitem a participação do pai nem nas consultas, nem nas ecografias. Não tem como gravar as ecografias ou imprimir imagens. Permitem fotografar as imagens na tela com celular se você pedir e tiver sorte de pegar uma técnica de bom humor. Por conta da hipertensão e cesárea previa decidiram por cesárea eletiva em ambas gestações. Na gestação do meu segundo filho aguardaram até 40 semanas, uma vez que a pressão estava sob controle com medicamentos. O controle foi feito com consultas quinzenais para acompanhamento. Na última gestação, com 32 semanas comecei a apresentar sintomas de pré-eclâmpsia, pressão muito elevada mesmo com medicamentos, albuminúria (proteína na urina), edema nas pernas, pés, mãos e rosto. Fui internada para controlar os sintomas da pré-eclâmpsia e as consultas de acompanhamento após alta deveriam ser a cada quinze dias, mas devido a mudança do sistema de informatização do hospital, não conseguiram agendar a primeira consulta pós-alta antes de um mês. Nesta consulta, então com 36 semanas e meia, foi feito o agendamento da cesariana para a semana seguinte. O bebê nasceu com 38 semanas e meia. A cirurgia é feita por uma das equipes de plantão no hospital, não permitem acompanhamento do cônjuge e tampouco tirar fotografias ou filmar. No quarto, no dia anterior e posterior ao nascimento é permitido uma acompanhante (homens não são permitidos no quarto após as dez da noite).O atendimento do hospital nos dois partos foi muito bom, ainda que houveram grandes mudanças nesse intervalo de dois anos, quase três anos.No primeiro, fui internada na noite anterior ao dia da cesárea. Logo pela manhã, após a higiene, fizeram as preparações e descemos para a sala de operações. A anestesia foi a raquidiana (deram a opção para anestesia geral, caso eu preferisse), a equipe era composta de dois cirurgiões, um pediatra, um anestesista e enfermeiras. Logo após o nascimento, trouxeram o bebê para eu ver e levaram para banho e exames. Fui para a sala de recuperação por uma hora e depois disso para a UTI por 24 horas, somente no dia seguinte fui para o quarto. Enquanto estava na UTI, trouxeram o bebe para que eu o visse, mas o bebê não permaneceu no quarto. Foi permitida visita do meu esposo na UTI. Dia seguinte fui para o quarto e o bebê ficou comigo até o momento da nossa alta. Levaram apenas para dar banho e fazer a circuncisão. Saí do hospital no terceiro dia após a cirurgia. Não houve acompanhamento pós-natal. Apenas uma consulta no pediatra quando o bebê completou um mês. No segundo, foi uma cesárea Eletiva, mas por conta da pré-eclampsia não quiseram arriscar. A pressão estava subindo mesmo com remédios e os edemas aumentando. Foi opção antes que eu tivesse convulsões e entrasse em eclampsia. Fui internada na noite anterior a cesárea e da mesma forma fui encaminhada a sala de operações sendo. Da mesma forma a equipe era composta de dois cirurgiões, um pediatra, um anestesista e enfermeiras. Logo após o nascimento, trouxeram o bebê para eu ver e levaram para banho e exames. Fui para a sala de recuperação por uma hora e depois disso para a UTI por apenas 4 horas. Durante esse tempo não vi o bebê, somente quando fui transferida para o quarto o levaram junto comigo e então ele só saiu para banho e circuncisão, ficando todo o restante do tempo comigo. Novamente não houve acompanhamento pós-natal ou pós-cirúrgico. O bebê terá a primeira consulta apenas com dois meses.Em ambos os casos foram dadas as primeiras vacinas no hospital e feito o teste do pezinho, teste de visão e teste auditivo.”

Ana com Ehab , nascido no Qatar, e Ulisses e ao lado o pequeno Tareq também nascido no país.
Ana com Ehab , nascido no Qatar, e Ulisses e ao lado o pequeno Tareq também nascido no país.

Gabriela Frazão

“Logo que cheguei em Doha começamos a procurar por médicos para fazermos inseminação/ fertilização, tendo em vista que estávamos tentando no Brasil já há algum tempinho! Foi quando me referenciaram o Hamad, só que para chegar ate lá tive que primeiro passar com uma Ginecologista para que esta me referenciasse ao setor de fertilização do Hospital. Tive uma consulta então com a Dra. Samira uma iraquiana que atende no Al tai medical center em Al Saad. Com ela fizemos uma inseminação, mas não deu certo! Nosso caso era mesmo pra fertilização. Então segui para o Hamad! Fiz todo tratamento lá com Dr. Shahata. Embora fosse sempre cheio e com muita espera, eu adorei ele! Engravidei na primeira tentativa e me encaminharam então para o setor de pré-natal. Bem diferente do Brasil lá a cada consulta eu passava com um medico diferente que seguiram todos os protocolos de um Pré-natal. Por não ter um medico fixo lá resolvi paralelamente fazer meu acompanhamento também com a Dra. Samira que me acompanha hoje no pré-natal desta nova gestação. Só não resolvi ter meu bebê lá porque queria que meu marido me acompanhasse, e lá homem não entra! Então com sete meses também iniciei meu acompanhamento no Al Alhi Hospital. Eu sinceramente odiei ter de fazer o pré-natal lá, além de muita espera era sempre uma dificuldade marcar retorno com a mesma médica e eu passei por umas três médicas diferentes! Meu único motivo de escolha do Al Alhi foi a possibilidade do meu marido me acompanhar em caso de parto normal como aconteceu. Meu bebê nasceu com 40 semanas e tive um parto normal induzido, não tinha nenhuma contração ou dilatação e como o bebê já estava pronto pra nascer e era véspera de um feriado de EID a chefe do setor de obstetrícia decidiu pela indução. Eu concordei porque já não aguentava mais esperar rsrs. Internei na noite anterior ao nascimento e logo cedo já começaram com o processo de indução. Levou o dia todo! Fiz caminhada, Tomei ocitocina para acelerar o processo e como, mesmo assim, tive pouca dilatação a medica decidiu estourar a bolsa. Bom, a partir dai o trabalho de parto realmente começou! Tive todo suporte médico e também fui anestesiada. Fizeram a episiotomia também. No geral gostei do suporte que tive, durante todo o processo a médica me acompanhou é claro que foi uma plantonista, mas fui muito bem tratada. Meu bebe nasceu saudável e era isso que mais importava! Plano de parto eu ate tinha feito, mas na hora H decidíamos cada passo junto com a equipe! Hoje estou fazendo o pré-natal com a Dra. Samira e mais pra frente vou para o Al Alhi de novo. Embora o pré-natal lá seja complicado, demorado e tal toda a outra parte compensa, fora que já tem meu histórico todo lá e é perto de casa. é importante ressaltar que o único hospital com toda estrutura para mãe e bebê em caso de parto complicado com necessidade de UTI e etc é o Hamad e você fica ciente que em caso de intercorrência e para lá que irão te transferir.”

Victor no dia do seu nascimento e abaixo Gabriela e Victor

Janinne Veloso

“Cheguei em Doha gravida de 5 meses. Dos 5 aos 7 meses fiz meu pré- natal na clinica da Qatar Petroleo pela facilidade de usar o serviço e nunca ter espera, no entanto, achava o atendimento fraco, a medica mal olhava na minha cara e a consulta durava 5 minutos. Mudei para Doha Clinic porque sabia que lá o hospital é para o parto normal e porque queria q a medica que fizesse meu pré-natal me acompanhasse no parto (a maioria dos hospitais aqui quem faz o parto é o medico de plantão). O atendimento na Doha Clinic foi melhor que na clínica da Qatar Petroleo, mais personalizado, mas a espera pra uma consulta chegava a durar 2 hrs. Eu e meu marido conversamos com a médica sobre nosso plano de parto que consistia um parto normal, sem anestesia e sem episiotomia. Ela disse que faria o possível para atender nosso plano mas que a episiotomia só poderia ser decidida na hora, se ela achasse que seria necessário ela faria. Concordamos.
Entrei em trabalho de parto no dia 29 de outubro (3 dias antes da due date) a meia noite. Comecei a sentir dores e então passamos a cronometrar, a dor era tolerável mas como ela começou a ficar menos espaçada e não parava, seguimos para o hospital as 2:30 am. Lá fui informada pela enfermeira que eu estava sim em trabalho de parto e tendo contrações fortes. Ligaram para minha médica que chegou por volta das 4:00 am. Ela estourou minha bolsa e ai a dor aumentou muito. Fui dilatando e por volta das 6:30 comecei a “empurrar” minha filha. As 7:05 am Yasmeen nasceu de parto normal sem anestesia. Foi preciso fazer episiotomia mas fora a dor do corte (eu estava sem anestesia) depois não senti nenhum incomodo no pós parto, claro q tomei cuidados de passar pomada e fazer a quarentena como minha medica recomendou. O atendimento na Doha Clinic foi excelente, sala de delivery privada, enfermeiras atenciosas, comida ok. Não aprovei que minha médica estourou minha bolsa e achei que ela poderia ter sido mais atenciosa e menos “durona” durante o parto. Se fosse fazer algo diferente, trocaria a medica.”

Janinne e Yasmeen
Janinne e Yasmeen

Zilda Alves

“Bem, quando engravidei pela segunda vez, tinha recém chegado a Doha. Não tinha a mínima ideia e nem por onde começar. Buscando algumas informações, descobri que o parto no hospital particular ficaria muito caro, tendo em vista que o meu plano de saúde não cobre parto nem o pré-natal. Uma amiga me apresentou outra amiga que tinha um bebê de apenas 1 mês, nascido no Hamad. Ela me deu muitas informações sobre o hospital e de como proceder. Na minha primeira tentativa fiquei espantada com a quantidade de gestantes. Demorei quase 3 horas p ser atendida. Foi então que uma outra pessoa me sugeriu o Hospital de Al Khor, fomos visitar e fiquei encantada, hospital grande, bonito, limpo e vazio. Eu e meu marido decidimos que apesar da distância, seria lá. Todo o pré-natal correu de forma tranquila, com o único inconveniente que o marido não podia nem assistir o ultra som, mas nas consultas ele podia participar. Outro detalhe que desabona é que cada consulta era com um médico diferente, e não fazia ideia de quem faria o parto. Como tive diabetes gestacional, foi marcado uma cesariana. O marido não pôde assistir o parto e tão pouco dormir no hospital. Esses detalhes foram surgindo aos poucos. Achei toda a equipe sensacional, o parto foi bem tranquilo, apesar da minha ansiedade de estar sem meu marido em um momento tão único, em um lugar que ninguém fala minha língua e uma cultura tão diferente. Eles me mostraram meu bebê por apenas 2 minutos as 11:03 da manhã e só a tive nos braços as 21h. Durante a permanência no hospital, as enfermeiras sempre foram muito atenciosas, educadas e cuidadosas. Após voltar para casa, ainda tive acompanhamento semanal de uma equipe que vinha 2 vezes por semana na minha casa, para verificar o corte da cesárea, medir pressão, teste de glicose (tive diabetes gestacional) e conversar sobre amamentação, eles são muito adeptos da amamentação. Enfim, foi essa minha experiência. Se você me perguntasse se teria lá novamente, acho que a resposta seria não.”

Zilda com João Pedro e Maria Luíza
Zilda com João Pedro e Maria Luíza

Denise Gomes

“Eu engravidei em Doha e comecei meu Pré-Natal na Feto Maternal com o Dr. Baldreden, fiquei com ele até os sexto mês, a Feto é uma clinica particular (aceitam alguns convênios, e fornecem toda a documentação necessária no caso de reembolso) fui muito bem assistida, realizei lá mesmo todos os exames necessários.No sexto mês comecei a decidir por hospital e como ouvi falar muito bem do Cubano resolvi conhecer e imediatamente mudei meu Pré-Natal pra lá com o Dr. Edel que infelizmente não está mais no país. Como minha taxa de açúcar estava um pouco alta fui encaminhada pra um endocrinologista e um nutricionista, conseguimos controlar com dieta e exercícios e segui com as consultas de rotina. Com 41 semanas de gestação, sem nenhum sinal de contração o Dr. sugeriu a indução, eu recusei e optei por cesariana, minha vontade foi atendida. No caso de cesariana o pai não pode acompanhar o parto, mas acompanhou todo o processo do bebê assim que nasceu e ainda deu a primeira mamadeira. Do momento da internação, pré, pós cirurgia e 3 dias de internação, fui muito bem atendida, minha mãe e meu marido ficavam no quarto comigo o tempo todo e o bebê também. A equipe médica e enfermeiros do Hospital Cubano são realmente especiais, nos tratam com o carinho que o momento pede. Quanto a cesárea, tive uma ótima recuperação e não me arrependo da decisão.”

Denise e Gabriel

 

Seguem os contatos dos principais hospitais.

The Doha Clinic Hospital

Email: dohaclnk@qatar.net.qa

Tel: +974 432 7300

Location: New El-Merqab Street, Fariq Al-Nasr

Postal Address: PO Box 9958, Doha, Qatar

Emergency: +974 4327303

Website: http://www.doha-hospital.com/

The American Hospital

Tel: +974 442 1999

Email: ahdoha@qatar.net.qa

Location: Al Muntazah, next to the Labour Department on C-ring road.

Postal Address: PO Box 22314, Doha, Qatar

Website: http://www.ahqatar.com/

Al Ahli Hospital

Tel: +974 4489 8888

Postal Address: PO Box 6401, Doha, Qatar

Location: P.O.Box 6401, Ahmed Bin Ali Street, Doha, Catar

Website: www.ahlihospital.com

Al-Emadi Hospital

Tel: +974 466 6009

Postal address: PO Box 5804, Doha Qatar

Location: Ahmed Bin Ali Street

Website: http://www.alemadihospital.com.qa/site/

Hamad the Women’s Hospital

Location: Hamad Medical City, Doha, Catar

Emergencies: 999

Tel: +974 439 6666

Al Khor Hospital: Tel: 474 5555

Website: http://www.hmc.org.qa/hmcnewsite/

Cuban Hospital

General Enquiries: (+974) 40157777

Appointments: (+974) 40157888

Email: customerservice@hmc.org.qa

Post: Qatar PO Box 27555

Website: http://cuban.hamad.qa/en/welcome.aspx

 

Thaís já foi atriz de teatro amador, bailarina torta, advogada e professora universitária. Mora no Qatar e desde que chegou a Doha, depois de 18 horas de viagem, se descobriu desbravadora. Como uma boa capricorniana não se acostumou bem à mudança, entretanto isso não foi obstáculo para que abrisse seu coração para viver uma nova aventura diferente de tudo que já viveu antes. Aos poucos Doha ganhou seu coração a ponto de sentir o desejo pulsante de dividir com o mundo o que este lugar tem a oferecer.

3 comments on “Gestação e parto no Qatar”

  1. Tive parto normal no cubano também, e para tudo que precisamos fomos bem assistidos! Atendimento em espanhol, carinho e atenção, hospital super bem estruturado… Fantástico!

  2. Oi Thais, estou de mudança para Doha em janeiro com meu marido e filha de 1a7m. Estou amando seu blog , ele é muito completo! Vc saberia me dizer se é fácil encontrar tela de proteção para apartamento. Atualmente moro na Turquia e aqui não tem. Vivo em pânico com as janelas do ape, ainda mais que filha é uma macaquinha que sobe em tudo.
    Obrigada

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